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Geninha
Sá da Rosa Borges - |
Yerma |
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Pedro
de Souza - |
João |
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Lêdra
Sodre Barbier |
Maria |
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Renato
Phaelante - |
Victor |
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Diná
de Oliveira - |
Velha
Pagã |
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Maria
Matoso - |
1*
Mulher - 5* Lavadeira |
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Maria
Paula - |
2*
Mulher - 4* Lavadeira - Mulher seca. |
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Adauara
Barreto |
6*
Lavadeira - Mulher seca |
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Maria
da Penha Freitas - |
1*
Lavadeira - Mulher seca. |
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Iracema
Almeida - |
2*
Lavadeira – 1* Velha. |
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Zara
Santiago |
3*
Lavadeira - 2* Velha. |
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Dulcinéa
de Oliveira - |
1*
Cunhada - Mulher seca. |
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Vanda
Phaelante - |
2*
Cunhada - Mulher seca. |
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Àlexandre
Amorim – |
Criancinha. |
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Vicentina
Freitas do Amaral – |
Dolores. |
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Marilan
Sales - |
1*
Homem. |
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Tarcísio
Regueira Xavier - |
2*
Homem |
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Ricardo
Vauthier - |
3*
Homem |
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Ana
Carla M. de Carvalho - |
Moça |
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Cláudia
Borges Bezerra - |
Moça |
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Cristiana
Borstelmann de Oliveira - |
Moça |
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Itália
Maria Coelho Corrêa - |
Moça |
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Yêda
Costa Bezerra de Melo - |
Moça |
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Adhelmar
de Oliveira Sobrinho - |
Rapaz |
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Alexandre
Pessoa de Melo - |
Rapaz |
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Breno
Sergio da Rosa Borges |
Rapaz |
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Edgar
Franco de Sá - |
Rapaz |
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Fernando
de Oliveira Filho - |
Rapaz |
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Miguel
Marques da Silva Filho - |
Macho |
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Fátima
Aguiar - |
Fêmea |
FICHA
TÉCNICA
Cenário: - Victor Moreira
Execução dos cenários: - Aluísio Pereira de Santana, Eilson Claudino Barreto
Figurino: Victor Moreira
Execução dos figurinos: Estelita Wanderley
Contra regra: - Cremilda Ebla
Maquilagem: - Nita Campos Lima
Material Visual: Fotografias: Fernando de Oliveira, Luiz Pinto Xavier,
Gilberto Marcelino
Operação das fotos : Fernando de Oliveira
Trilha sonora: Composição e seleção: Luiz Soles
Operação de som: Fernando de Oliveira
Projeção e operação de luz: Reinaldo de Oliveira
Penteado: - Mariinha Ferreira
Programação Visual ( Programa ) Capa: - Victor Moreira Diagramação:
Terezinha Saraiva
Letreiro: - Elaine da Rosa Borges
Geninha lembra sempre ter sido "Yerma" um dos últimos pedidos feitos por
Valdemar de Oliveira pra dar continuidade ao Teatro de Amadores de Pernambuco,
depois do seu desaparecimento. Realmente não foi só esse pedido que ele formulou,
mas muitos outros, sempre envolvendo a promessa, com aqueles com quem falava,
em seu leito de morte, em dar continuidade aos programas do TAP. E Geninha
cumpriu a risco o seu desejo, o seu pedido. E como tudo que ela abraça, fez
bem feito. Dignificou o pedido. E mais ainda, levou ao público do Recife,
no programa do espetáculo, o testemunho do seu amor, sua dedicação ao cunhado,
amigo fiel e seu eterno professor e conselheiro:
"Dr. Valdemar:
(Você sabe, mas os outros não sabem que eu sempre o chamei assim ... Doutor
Valdemar. Embora cunhado, padrinho de casamento, padrinho de minha filha Vera,
muitas vezes meu pai e sempre meu amigo você era Dr Valdemar e era você')
Todos os espectadores aqui presentes, são de já testemunhas de que - o compromisso
meu assumido com você, qual o de dirigir "Yerma", de Lorca - fora comprido.
Talvez, só assim, por um compromisso que você quis que assumisse proporções
eternas, fosse eu capaz de vencer tantos obstáculos, por vezes quase intransponíveis,
que se levantaram a minha frente. Havia uma frustração em mim... Porque todos
os amigos que acompanharam você nessa trajetória final, todos tiveram oportunidade
de lhe o dar "adeus" menos eu; Todos esses amigos que lhe puderam dizer "adeus"
acompanharam você até a pousada última, menos eu; Todos os amigos que acompanharam
você à pousada última, puderam ainda dizer uma palavra, fazer uma revelação
íntima, algo em que sempre pensaram, mas nunca o disseram , menos eu; Por
isso agora, quase um ano depois que você se foi quero responder aquela pergunta
que você me fazia, todos os dias, no hospital, com a voz já fraca, quase sumida...
"já começou os ensaios ?" Ai está "Yerma" de pé, forte de todas as minhas
forças. Como eu gostaria de ouvir a sua opinião... Geninha
No programa da peça assim se referiu a obra de Garcia Lorca:
" Ninguém melhor poderia dar o devido lugar a uma sua obra do que o próprio
Lorca o fizera com a sua Yerma, caracterizando-a como
- Um poema Trágico.
Peça escrita, há 50 anos atrás, carregando, portanto, todos os vícios e ranços
de uma estrutura teatral que hoje cai em desuso: Yerma se consegue manter
, não só firme, mas destacada na sua posição de um poema trágico. As grandes
dificuldades que se apresenta , são motivos que justifica , seja, talvez,
Yerma, dentre as peças de Lorca, aquela que tenha menor registro de apresentações:
- três atos em seis quadros, cada qual com cenário próprio a informar ao espectador
os diferentes locais onde urdida a trama... Conseqüentemente, deveríamos assistir,
por doze vezes, ao abrir-e-fechar do pano-de-boca...(Certamente assim o fizera
Lorca seguindo normas já preconizadas; para o gênero teatro - três atos seria
a conta justa..)
Outras dificuldades seriam de apontar:
-diálogos freqüentes e sucessivos...
-tempo pequeno de duração,
-elenco demasiadamente grande em número (trinta e sete personagens), pesquisa
profunda que propõe, pelo imenso teor de poesia localmente arraigada...
Mas, Yerma, obra Iorqueana, recebe tratamento mais o gosto de hoje.
-Atos e quadros se ligam como a formar uma só peça artesanal.. -Tempos e local
são comunicados com técnicas outras de que se dispõe...
-os muitos diálogos e o tempo pequeno de duração são atenuados pela introdução
de recursos de apoio:luz, som , imagem...
A poesia, porém, é intocada; essa poesia que flui espontaneamente da boca
das personagens, é poesia que traduz a alma de um povo, amarrado a suas necessidades,
enquanto entender rural é compestre. É poesia ligada ao sentir íntimo de quem
se criou respeitando valores assimilados durante séculos de uma cultura de
raízes profundas. Daí, não se poder transmudar Yerma da Espanha de poetas,
das Espanhas de Lorca...
Daí ser Yerma - um poema trágico.
Geninha da Rosa Borges, Diretora artística do espetáculo





