






| Reinaldo de Oliveira | Cardeal Gonzaga |
| Enéas Alvares | Cardeal Rufo |
| Renato Phaelante | Cardeal Montmorency |
| Adhelmar de Oliveira Sobrinho | Fâmulo |
FICHA
TÉCNICA
Cenário: - Valter
de Oliveira
Contra regra: -
Clemilda Ebla Dulcinéa de Oliveira
Maquinaria: - Aluisio
de Santana Wilson de Barros
Caracterização: -
Nita Campos Lima Mariinha
Som e luz: - Caetano
Jesiel Lacerda Armando Ferreira
" No dia de hoje
o "Nosso Teatro" passa a ser chamado "Teatro Valdemar de Oliveira". É a maneira
maior através da qual os seus companheiros do Teatro de Amadores de Pernambuco
lhe perpetuam o nome. O seu desaparecimento constitui, ao mesmo tempo, um
grito de lamento e um brado de alerta. Lamentar a falta do seu idealizador
e construtor e alertar para o dever de dar-lhe continuidade, parece constituir
as atitudes básicas dos seus amigos de ideal. E é o que se faz neste momento.
No dia de hoje, também, assume o cargo de Diretor Geral, seu filho, Reinaldo
de Oliveira, conduzido pelas circunstâncias à tentativa de substituir um homem
insubstituível. Ao seu lado os velhos amigos que atendem ao apelo de continuidade
da obra, razão precípua da consecução dos seus objetivos.
A apresentação nesta noite da peça "A ceia dos Cardeais" de Júlio Dantas,
tem duplo sentido. É a realização do último desejo de Valdemar de Oliveira
em seu leito de dor e uma prova de vitalidade do TAP, que já não se pertence,
incorporado que está ao próprio patrimônio artístico do país. O trabalho continua,
com o apoio de todos.
O Teatro de Amadores de Pernambuco oferece à memória do seu líder e fundador,
não somente a certeza da perpetuação de sua obra, mas, também, a de que soube
preparar nova geração de pessoas impregnadas dos mesmos ideais amadorísticos
de pureza de sentimentos, honestidade de propósitos e perene luta em prol
da dignidade da arte teatral."



