O TAP realiza um espetáculo
que envolveu três peças de um ato de Casona, "aparentemente
leve, mas, na verdade, impregnado de forte essência humana. A velha
máxima - ridendo castigat mores poreja das três farsas em que
o picaresco se alia ao filosófico pra nos fazer, ao mesmo tempo, rir
e pensar." Nessa peça em um ato Casona nos trás um história
que "é de tradição anônima e, provavelmente,
milenária. De origem oriental, tornou-se conto popular italiano, passando
à versão espanhola no "El Patrañuelo", de Juan
de Timoneda, onde se lêem dois dos pleitos resolvidos, tão simplistamente,
pelo Corregedor guloso. Alejandro Casona se sentiu atraído por esses
e outros temas populares depois de descobrir que muitas das estórias
que ele tanto ouviu, entre labregos, nas Astúrias, não eram
mais do que "deformações regionais de obras primas da literatura",
achando-se nos Canterbury Tales, nas páginas pitorescas de Cervantes,
nas obras pícaras de Boccacio, todas de evidente filiação
folclórica.
As três peças foram pela primeira vez encenadas no Brasil, razão
pela qual o Teatro de Amadores de Pernambuco se sentiu altamente orgulhoso,
vaidoso e feliz por ter levado ao seu público originais inéditos,
na forma desses originais que representam a alma da velha Espanha transparecendo
de suas risonhas tradições.
ELENCO:
| Reinaldo
de Oliveira |
Corregedor |
| Roberto
Correia |
Escrivão |
| Leo de
Boneville |
Estalajadeiro |
| Luiz
Carlos Nunes Machado |
Caçador |
| Renato
Phaelante |
Peregrino |
| Rogério
Costa |
Alfaiate |
| Ricardo
Vanthuier |
Lenhador |
| Fernando
Fonseca |
Guarda |
| Valdemar
de Oliveira Neto |
Guarda |
| Marcelo |
Copeiro |
| Robinson |
Copeiro |
| Cilândio |
Copeiro |
| Fernando
de Oliveira Filho |
Copeiro
|
| Valdemar
de Oliveira Neto |
Guarda |
| Fernando
de Oliveia |
Guarda |