






| Adhelmar de Oliveira | Mr. Birling |
| Reinaldo de Oliveira | Gerald Croft |
| Janice Cantinho Lôbo | Sheila |
| Diná de Oliveira | Mrs. Birling |
| Sebastião Vasconcelos | Éric |
| Antônio Brito | James |
| Valdemar de Oliveira | Inspetor Goole |
FICHA TÉCNICA
Maquinista:Alceu Domingues Esteves/ Aluísio Pereira de Santana
Eletricista: Aníbal Mota
Produção: Teatro de Amadores de Pernambuco
- Remontado em 1954
Foi também remontada em dezembro de 1957,
tendo viajado para Fortaleza, em excursão.
Críticas e comentários:
Nilo Pereira,
na Folha da Manhã do dia 29-9-1953, assim se manifesta:
"O desempenho dado pelo Teatro de Amadores foi completo. Ainda ante-ontem
, no seu "A propósito" dizia Valdemar de Oliveira que era
preciso "revalidar a arte teatral, mostrando-a em toda a sua grandeza,
para que se não perca o seu verdadeiro significado". De uma
coisa pode Valdemar de Oliveira ufanar-se: seu Teatro é, integralmente,
uma grande revalidação de uma arte que não tem meios
termos: ou é arte, como no caso, ou é mistificação
e baixo lucro comercial."
Na Folha da Manhã
do dia 13 de setembro de 1053 Otávio Cavalcanti comenta o esptáculo:
"De volta ao palco
do Santa Isabel, o Teatro de Amadores estreou ante-ontem com a anunciada
peça "Está lá fora um inspetor", original
em 3 atos de J.B. Priestley, em tradução de Odilon Azevedo,
que marcou temporada de grande sucesso quando lançada no Rio de Janeiro
e teve um grande intérprete no ator português João Villaret.
A montagem dos Amadorers está, em todos os sentidos, digna de nota:
bem marcada a peç e bem ensaiada , um cenário decente e luxuoso,
onde não se nota o certo mau gosto" imposto pela rubrica do
autor; intérpretes bem trajados, a rigor, e desempenho correto em
todas as situações. Um espetáculo que prende o público
com constante "suspense", um texto e representação.
Note-se que o autor tem ua característica própria: a peça
pelo seu tema e pela sua urdidura, lembra "Esquina Perigosa",
com os mesmos "casos" de família e uma seqüência
de ações , em que todos participam do acontecimento, voluntária
ou involuntariamente, através do que, está a mensagem do autor:
problemas humanos, sóciais, críticas, etc, mas, sem uma solução
no desfecho da peça. Apenas a exposição do fato. Que
o espectdor tira as suas conclusões;"
No Suplemento
de Divulgação Artística, com direção
de Wilton de Souza e Luiz Mendonça 'EVOLUÇÃO NAS ARTE"
transcrevemos opinião do cronista e jornalista Mário:
"Talvez tenha sido o melhor desempenho do Teatro de Amadores de Pernambuco.
No decorrer de toda a peça, o mais carrasco dos críticos não
encontrou uma falha si quer. O desempenho foi maravilhoso, e perfeito. Dizemos
não por ser admirador deste grupo teatral, mas sim, porque encarando
a difícil interpretação da peça nós vimos
em cada personagem o retrato fiel do papel que desempenhou. Tivemos um Alfredo
de Oliveira perfeito, protipisando um fiel pai de família rico, os
seus problemas, os seus sentimentos e as suas maldades. Uma diná
de Oliveira melhor ainda; com todas as características de uma pernóstica
e convencida Sra. Da Sociedade. Um Sebastião de Vasconcelos admirável
e uma Geninha um pouco apressada e nervosa, porém magnífica
em seu papel. E o inspetor ? - Perguntaria alguém que agora lê
esse artigo. E responderíamos: Jamais na vida vi um desempenho igual
neste gênero. Valdemar de Oliveira é realmente um grande ator,
não ficando por baixo também a suja direção
segura e perfeito. Imitando um inspetor inglês da Scotiand Yard, ele
arrancou, lágrimas e sorrisos dos olhos do espectador, que saiu do
Teatro Santa Isabel com esta frase na cabeça: " O Teatro de
Amadores de Pernambuco é o melhor grupo teatral do Nordeste e do
Brasil".
Em setembro de
1955 excursionou à cidade de Natal. De lá, Ângelo de
Agostini escreve para o Jornal Pequeno, do Recife:
"
Não é bairrismo não, mas o certo é que respiramos
hoje, no Carlos Gomes, outro ar. Um ar puro, mais arejado, como há
muito não respirávamos, É que, no palco, o nosso invicto
Teatro de Amadores de Pernambuco estava cumprindo a última noitada
desse excelente Festival Nortista de Teatro Amador: mais excelente no aspecto
social do que propriamente no artístico pesa-nos dizer. Mas chegou
o TAP e fechou o conclave, idealizado e organizado por Meira Pires, com
chave de ouro. A gente não precisa ser crítico para sentir
a grande diferença que há entre o TAP e a maioria dos conjuntos
que se apresentaram no Festival. Rigorasamente, apenas o teatro de Cultura
da Bahia fez-lhe sombra. Mas, ainda assim, souberam os comandados de Valdemar
de Oliveira alcançar para o TAP os louros de conjunto mais homogêneo
com a sua encenação da peça de Priestley "Está
lá fora um inspetor".
Interessante
assinalar, com a representação da peça "Está
lá fora um inspetor", uma novidade durante os espetáculos
do Grupo. Um debate sobre a peça. Assim assinala em sua crônica
Isaac Gondim Filho no dia 22/9/53:
"O Teatro de Amadores de Pernambuco tentou restaurar um bom sistema
de troca de idéias e opiniões, após o primeiro espetáculo
de "Está lá fora um inspetor", de J.B. Pristley,
recentemente estreado no Teatro Santa Isabel. A idéia parece-nos
tão boa que desejamos ressaltar convenientemente esta maneira de
divulgação a elevação do teatro nos seus conceitos
mais íntimos. (...) Além disso, tal maneira de discutir a
tese da peça e os pormenores do espetáculo traria também
benefício àqueles que se sentem pouco desembaraçados
em aparecer ao público ou que só se sente, realmente deslocado,
ao ter que falar diante de um platéia. Por isso, mais uma razão,
cremos, a favor dos debates."
Também registra, Jorge Abrantes, os debates: "Na noite de estréia de "Está lá fora um inspetor" (e certamente nas seguintes) o Teatro de Amadores após o espetáculo, apresentado com o apuro habitual, provocou um entrave ligeiro debate com a platéia, a cerca da peça."
Men de Sá,
da Folha da Tarde de Porto Alegre em 12 março de 1954:
"A peça é um libelo a contra a sociedade capitalista,o
choque de duas mentalidades, e sobre tudo, o drama das consciências
em choques, a dos novos (na peça) ainda não amortecidas e
a dos velhos (também na peça) representando o amordaçamento
dos sentimentos ante os interesses financeiros. Uma lição
à sociedade, onde o gênio do autor ficava em primeiro plano."
"Está lá
fora um inspetor" é um excelente conto policial, digno de figurar
em qualquer boa antologia do gênero"
Diário de noticias - Edison NEQUETE - Porto Aleagre em 10/03/1954.
"ESTÁ LÁ
FORA UM INSPETOR", além da esplêndida versão do
TAP...nos obriga a pensar. Faz-nos ver qualquer ato de nossa vida poderá
ter conseqüências imprevisíveis. PRIESTLEY levou a tese
para o lado mau. Qualquer outro dramaturgo de sua força poderá
fazer viver o contrário, e dos próprios atos dos personagens
que levaram uma moça de queda em queda, a ficção se
quiser tirará efeitos pela sugestão do hábil envolver
da peça. Só muitos dias depois conseguindo chegar a essa consoladora
conclusão.
Enio F. e Castro - Diário de noticias - Porto Alegre em 17/03/1954.
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Reinaldo,
Sebastião Vasconcelos e Valdemar
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Adhelmar
e Valdemar
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Valdemar,
Diná e Janice
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O
inspetor e parte do elenco
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Janice
e Valdemar
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