






| Adhelmar de Oliveira | Padre Duquesne |
| Paulo Alcântara | Padre Keene |
| José Maria Marques | Padre Stuart |
| Otávio da Rosa Borges | Dr. Morell |
| Valdemar de Oliveira | Padre Quarterman |
| Alderico Costa | Padre Ahern |
| Alfredo de Oliveira | Padre Fulton |
| Reinaldo de Oliveira | Padre Rawleigh |
| Antônio Brito | Monsenhor Carias |
| Walter de Oliveira | Padre Sierra |
| Clóvis de Almeida | Jimmy |
FICHA TÉCNICA
Maquinista:Alceu Domingues Esteves / Aluísio Pereira Santana
Eletricista: Aníbal Mota
Objetos religiosos: Casa Roma
Produção: Teatro de Amadores de Pernambuco.
"O Teatro de Amadores de Pernambuco levou, pela primeira vez, entre
nós, uma peça que se tornou celebre nos Estados Unidos e percorreu
com igual êxito o teatro Europeu. "PRIMEIRA LEGIÃO".
A peça destaca o debate entre o falso e o verdadeiro milagre, tendo
como cenário uma comunidade Jesuíta. A peça não
é, nem pretende ser, uma psicologia do Jesuíta, mas sem dúvida
que a propósito do drama religioso se delineiam alguns traços
do perfil Jesuíta e de sua comunidade de Jesuítas. Somos de
parecer que o tema, delicado, por sua natureza, foi tratado com tato e respeito:
tema delicado não pode ser a psicologia do Jesuíta, mas por
ser simplesmente a psicologia da vida religiosa, fosse ela de uma comunidade
franciscana ou beneditina. Não chegamos a afirmar que os problemas
ou crises religiosas que podem surgir na alma do religioso ao no seio de
ma comunidade tivessem de revestir necessariamente a forma que lhe deu o
original americano de Emmet Lavery. Mas os problemas focados existem nas
comunidades religiosas, e naturalmente numa comunidade Jesuíta A
peça teve somente a coragem de trazer, à cena, problemas que
ordinariamente são discutidos na intimidade da direção
espiritual. Sem exagero romântico, racionalismo preconcebido, ou falso
naturalismo preconcebido, o realismo das lutas ou crises de uma vocação
religiosa, enquadrou-se dentro de uma razoável interpretação.
(...) A interpretação da peça esteve à altura;
foi mais uma vitória que firmou o já vitorioso Teatro de Amadores
de Pernambuco."
Trechos da crônica de Antônio Mosca de Carvalho.
COMENTÁRIOS E CRÍTICAS:
Inegavelmente situa-se
"A PRIMEIRA LEGIÃO" em um plano alto de bom teatro. Parece-nos
entretanto, desviar de tal linha elevada a cena final, onde está
patenteada uma emoção, mais ao gosto do grande público,
e talvez, por isso, menos pura, com a finalidade bel marcada de conseguir
mais efeitos. Convenhamos que o final da peça não tivesse
sido manejado com a devida maestria: não houve a necessária
e técnica preparação à entrada do menino que,
também, por sua vez, tem uma dialogação inadequada
à sua idade e no seu modo infantil de ser, pois está o seu
texto, no mesmo padrão intectual dos outros personagens. Apesar de
tudo, as restrições por nós feitas não acarretam
um desmerecimento à peça que, ao nosso ver, está entre
os melhores as melhores que o TAP já apresentou".
Isac Gondin Filho
"...constitui mais um êxito dos "Amadores", ensaiados
por Jorge Kossouwski que dirige a encenação do original de
Emmet Lavery - original que se destaca pelo seu entrecho e pela emoção
que transmite - "A PRIMEIRA LEGIÃO" , um dos grandes espetáculos
já apresentados em Paris . É um drama de sentido religioso
no qual o sentimento de fé sobrepuja a todos os outros no meio de
um conflito de temperamentos e convicções.
Folha da manhã do dia 28-11-1952 "Os espetáculos - As
Artes"
"A PRIMEIRA LEGIÃO", encenada ontem, pela primeira vez
em Português, no Brasil, é um drama que se desenrola num seminário
de Jesuítas, da América do Norte. Envolvendo onze personagens,
dos quais nove são sacerdotes, o Teatro de Amadores de Pernambuco
procurou cercar-se de elementos que lhe pudessem proporcionar as indicações
necessárias à criação de um ambiente teatral
e, ao mesmo tempo, a um compreensão mais perfeita da psicologia dos
interpretes. Contou, para isso, com a colaboração do Padre
Bragança, Reitor na Universidade Católica, que deu a peça,
dando-lhe o seu beneplácito e confessando-se admirador da Arte Teatral,
uma vez que já pisou o palco amadorista, quando estudava na Bahia,
sob direção espiritual do lpadre Luiz Gonzaga Cabral. Durante
os ensaios, tivemos a presença, por diversas vezes do Padre Jaime
Diniz, cujas sugestões acolhidas com o maior respeito, serviram grandemente
ao equilíbrio da representação. No ensaio geral, contamos
com o aparecimento de diversos professores e alunos do Seminário
Cristo Rei, de Camaragibe, os quais, por sua vez, também fazem teatro
no seu palco particular, tendo desempenhado, ultimamente, a peça
"Fim de jornada" de Sheriff. Muitas outras opiniões recebemos
de ilustres figuras do clero pernambucano, solícitas em atender os
nossos apelos para que "A PRIMEIRA LEGIÃO", fosse o espetáculo
que realmente foi, dentro do seu estranho clima espiritual.
Esse espetáculo, que é uma exaltação à
fé religiosa. (...), Tudo foi estudado, em seus mínimos detalhes,
e que representa um esforço sobre-humano do Teatro de Amadores, que
procura conservar-se sempre em dia, com a dramaturgia contemporânea."
Valdemar de Oliveira "Diário da Noite" 28-11-52
CURIOSIDADE:
Nesse espetáculo
os quatro irmãos Oliveira (Walter, Alfredo, Adhelmar e Valdemar)
contracenaram e ainda levaram outro Oliveira (Reinaldo, filho de Valdemar)
para cena. Não creio que exista, no mundo um caso semelhante, onde
4 irmãos dividam, papeis importantes, numa mesma peça. E para
conhecimento do grande público, o mesmo fato ocorreu em outras ocasiões,
em outras peças.
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Irmãos
Oliveira
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Elenco
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Os
irmãos Oliveira e Reinaldo
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