






| Walter de Oliveira | Xeixa |
| Bebé Fernandes Salazar | Pepa |
| Vicentina Freitas do Amaral | Antônia |
| Maria de Lurdes Reinaldo* | Nuri |
| Diná de Oliveira | Marta |
| Aderico Costa | Nando |
| Dédrano Lima | José |
| Reinaldo de Oliveira* | Peluca |
| Valdemar de Oliveira | Tomás |
| Otávio da Rosa Borges | Manelic |
| Adhelmar de Oliveira | Sebastião |
| Mário Barros | Mosén |
| * Estreando no Teatro de Amadores de Pernambuco | |
FICHA
TÉCNICA:
Cenário:
Lula Cardoso Ayres
Assistência Técnica: Walter Amêndola
Eletricista: Aníbal Mota
Maquinistas: José de Barros e João Alves
Produção: Teatro de Amadores de Pernambuco
Nota: Foram dados 9 espetáculos.
Comentários:
Repercutiu muito nos meios artístico do Recife e da crítica
especializada a contratação, pelo Teatro de Amadores de Pernambuco,
no Rio de Janeiro, do consagrado diretor e ensaiador Adacto Filho.
Trazia uma bagagem de bons serviços prestados à cena Nacional
notadamente com "Os comediantes" onde dirigiu Capricho, de Alfred
de Musset, que o TAP já levara em 1945, O leque de Carlo Goldini, para
citar apenas duas. Era ligado ao Teatro do Estudante do Brasil. Toda crítica
fez referencia a presença entre nós de um novo ensaiador para
dar, aos amadores, o avanço artístico tão necessário
a um conjunto com apenas sete anos de existência
Valdemar de Oliveira em seu "A propósito" de 17/5/48 nos
informa no Jornal do Commercio:
"Ainda a crédito de Adacto Filho - de cuja personalidade me venho
ocupando como preito de justiça aos seus reais méritos de ensaiador
e diretor de cena - se deve lançar duas criações artísticas
que, sem ele, não teriam sido possíveis, nos quadros do Teatro
de Amadores." E passa a relatar a firmeza com que molda os personagens
criados pela sua mão, como diretor.
Em outro artigo: " sua atuação em Planície
foi além da expectativa, porque, mais afeito, ao que se dizia no Rio,
às peças de fantasia, leves ingênuas, poéticas,
ele revelou uma forte capacidade dramática e um conhecimento profundo
das paixões." E procura fechar em seu "A propósito"
: "Diante de "Planície" desde os primeiros ensaios lhe
sentimos o poderoso vigor da interpretação - da interpretação
de tipos estranhos ao nosso clima humano, homens e mulheres meridionais, rústicos,
impetuosos, meio selvagens e, acima de tudo isso, catalães. (...) o
que Adacto Filho nos ensinou, então em gesticulações
- a gente peninsular é excessiva em gestos e atitudes plásticas
- e em mobilidade de máscaras, não teríamos aprendido
nunca se persistíssemos naquele autodidatismo que tanto se apontava
em nós como entrave ao progresso. Se me parece não movimentar
tanto quanto devia os personagens, quando em número superior a três
( e ele não o faz por incapacidade mas, conscientemente) muitas são
as outras oportunidades em que me fico a admirar seu perfeito conhecimento
do "métier", não raro descordando a princípio,
intimamente, para depois render-me à evidência do acerto. Dá,
em tudo, suas razões e, sabendo bem exprimir seu pensamento, oferece-nos
verdadeiras aulas de expressão moral e fisionômicas, que nos
têm sido extremamente valiosas."
Do escritor Mário Sette, no Jornal o Diário da Noite de
20 de maio de 1948:
"Por todos os motivos saí satisfeito do "Santa Isabel"
na noite em que fui ver "Planície" (...) é um drama
de paixão e de violência da Catalunha, agradou-me bastante. Em
que hajam nessa peça os aspectos trágicos das velhas peças
do teatro de minha mocidade, por sinal esplendidamente vividos pelos grandes
nomes da cena de outrora. Planície nos trouxe, através do trabalho
vibrante dos "Amadores", um pouco daquele clima de veemência
traduzido pelos talentos de Amélia Vieira, de Fernando Maia, de Lucila
Simões ou dos Rosas. (...) O desempenho dos "Amadores" afiança-se
pelo grau de emoção despertado e mantido na platéia.
Essa atitude foi uma fiança do êxito dos artistas e das credencias
do Sr. Adacto Filho que os vem orientando e deu-nos o primeiro fruto dessa
tarefa com a encenação de "Planície", todos
merecem os aplausos. E a nos proporcionarem a satisfação com
que saímos outro dia do velho Santa Isabel."
Valdemar de Oliveira em 6 de abril de 1948, em seu
"A propósito" afirma:
"...somente uma coisa uma coisa é certa: os "Amadores"
não descansarão, enquanto Adacto Filho estiver aqui. E se ele
puder vir "para aqui, então os projetos serão muito mais
altos e vocês todos vão ver uma coisa... Por enquanto, "Planície",
"Planície", "Planície", como uma afirmação
do espírito de luta e de força dos Teatro de Amadores".
Isaac Fleischmen, em especial para a "A cena muda", em 22 de junho
de 1948, exaltando o trabalho do Teatro de Amadores afirma com o título
" Os amadores contra o mau teatro":
"A luta contra o mau teatro está portanto travada em Pernambuco,
em vários setores, com diversas armas, com bastante tática,
com magnífico plano estratégico. Tendo à frente Valdemar
de Oliveira, o "Teatro de Amadores" agora no sétimo ano de
existência, está levando o melhor teatro ao povo, dentro de uma
conduta impecável. Essa organização conta em seu elenco
com figuras distintas da sociedade pernambucana, médicos, advogados,
comerciários, com suas esposas, filhos, irmãs, todos visando
reabilitação do bom teatro e o auxílio às instituições
de caridade, para onde é canalizada parte da renda de todos os seus
espetáculos. É uma escola dramática de reconhecido valor."
Do crítico R.V.M. em artigo de 25 de maio de 1948 assim escreve:
"Os amadores são uns eternos aprendizes da arte de representar
e todo o seu esforço é no sentido de elevar sempre os seus padrões
artísticos. Agora mesmo contrataram um profissional da competência
de Adacto Filho, que se encontra no Recife. Dirigindo espetáculos e
tornando-se o centro de um interessante movimento teatral entre estudantes.
Também por iniciativa do Teatro de Amadores lá esteve José
Jansen, que foi ensinar os segredos da caracterização, uma especialidade
em que fala de cadeira".
Hermilo Borba Filho em seu "Fora de cena", em 17 de março
de 1948, crônica que manteve durante muito tempo na Folha, no Recife,
pinçamos os seguintes comentários:
"..consideramos o Teatro de Amadores, dentro do seu programa, uma das
mais sérias organizações teatrais do país. Iniciou-se,
mesmo, aqui no Nordeste, quando "Os comediantes" começaram
a fazer surgir, no Sul, o movimento de renovação do teatro brasileiro,
não tanto pelas suas primeiras peças (à parte Dr. Knock),
mas, sobretudo, pela dignidade do empreendimento e pelo que prometia fazer
e fez. Por isso ficamos satisfeito, alegres, por verificarmos que o Sr. Valdemar
de Oliveira, querendo e podendo já agora financeiramente, fugir do
autodidatismo, trouxe ao Recife, um dos mais sérios e competentes diretores
de cena, como é o caso de Adacto Filho. Com isso lucra todo o mundo.
O conjunto, por aprender coisas novas. O público, o maior beneficiado,
vendo teatro do bom Pernambuco, por ter engrandecido a sua cultura no que
se refere à arte dramática. E o próprio ensaiador, porque
raramente ele terá oportunidade, mesmo na capital do país, de
lidar com atores tão experimentados e tão "justa medida"
como são os do Teatro de Amadores."
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Diná,
Adhelmar e Otávio
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Valter, Adhelmar e Valdemar
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Diná
e Otávio
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Otávio
Rosa Borges
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Parte
do elenco
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Elenco
com Adacto
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