






| Adhelmar de Oliveira | Ricardo |
| Valdemar de Oliveira | Carlos |
| Mario Barros | 1º prisioneiro |
| Walter de Oliveira | 2º prisioneiro |
| Otavio da Rosa Borges | Vigilante |
| Carminha Carvalho* | Maria |
| Diná de Oliveira | Ana |
|
Bebé Fernandes Salazar |
Irmã de Maria |
|
Alfredo de Oliveira |
Marido |
| * Estreantes no Teatro de Amadores de Pernambuco | |
FICHA
TÉCNICA:
Entidade beneficiada:
Campanha contra a Tuberculose
Críticas e comentários:
" Sou daqueles que acreditam que não se deve criticar uma obra
dramática sem uma leitura cuidadosa e meditada, antes de sua encenação.
Li, em uma tradução francesa, há uns bons dois anos.
"Carlos e Ana" (não sei porque Valdemar de Oliveira transformou
o título, em sua versão, para esta frase coleção
das moças : "Tinha de acontecer" ...)e dela guardava uma
lembrança mais ou menos vaga".
HERMILO BORBA FILHO
O crítico Andrade Lima Filho se manifesta:
"Devo confessar, lisamente que não conheço o original da
peça. E essa ignorância, talvez, me arraste ao anátema
inicial do Sr. Hermilo Borba, que exige do crítico de uma obra dramática
uma cuidadosa e meditada leitura preliminar da mesma. Ora, para mim, que aliás
não sou crítico, o Teatro não é leitura, ms visualização.
Portanto, muito diferente do romance. Para mim, como espectador, não
interessa o original, e sim a encenação do mesmo modo que a
execução, e não a partitura, é o que interessa
ao assistente de um concerto. A peça se desenvolve numa atmosfera do
após-guerra. Ambiente remarquiano. Almas destroçadas que permanecem
marcadas pela loucura, cujos rumores não se extinguiram com o último
tiro. Porque aquela loucura continua no interior dos lares ferreteados pela
desgraça do conflito. Apenas a batalha mudou de cenário. Deixou
o "front" , perdeu a sua extensão geográfica, para
reacender-se na frente interna das almas atrofiadas, desajustadas, ganhando
assim, muitas vezes, uma intensidade terrível. Sobretudo quando essa
batalha desce ainda mais, como na peça de Frank, para mergulhar nos
porões do sexo. E não é esse, afinal, o drama de Ana,
de Carlos, de Ricardo e Maria ? Entretanto, saí do Teatro com saudade
daquelas áureas noites dos Amadores, em que me deram uma "Comédia
do Coração", por exemplo, ou mesmo aquela A Dama da Madrugada.
Será que o conjunto está desafinando?. Será que aquela
dificuldade de interpretação, insuperada pela deficiência
de ensaios, tenha tirado o melhor da peça, despindo-a daquela força
de sugestão, de intensidade psicológica ? Resta-nos esperar,
para um melhor juízo da capacidade atual do conjunto, a próxima
volta dos Amadores, que se dará após a viagem que Valdemar pretende
fazer ao Rio. E ele nos promete dois originais de fôlego: "O pecado
Original" de Cocteau, o último sucesso da grande, efetivamente
grande Henriette Morineau, no Rio, e as "Bodas de Sangue" de Garcia
Lorca, um nome que dispensa apresentações. Nessa temporada eu
"madrugarei" no teatro com a disposição de sempre:
o primeiro a aplaudir, o último a censurar."
ANDRADE LIMA FILHO, NO Diário da Noite em 19 junho 1947
Valdemar de Oliveira carregando consigo o sucesso da peça assim
se manifesta em seu "A propósito, no Jornal do Commercio e coloca
o Teatro de Amadores"(...) em seu devido lugar, não disputando
qualquer espécie de gloria a ninguém, mas, cioso das tradições
já firmadas perante o nosso melhor público, só olhando
para frente e para atrás, nunca para os lados."
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Alfredo
e Bebé Salazar
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Valdemar
e
Diná de Oliveira |
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Carminha
Carvalho e Valdemar
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Carminha
Carvalho e Diná
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Adhelmar
de Oliveira
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Diná
e Valdemar de Oliveira
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