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Antônio Brito Miguel |
Estalajadeiro |
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Mário Barros |
Pedagogo |
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Alfredo de Oliveira |
Estudante |
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Adhelmar de Oliveira |
Rei |
| Walter de Oliveira |
Bobo |
| Vicentina Freitas do Amaral | Aia |
| Hélio Tavares |
Clotaldo |
| Otávio da Rosa Borges |
Farrian |
| Dédrano Lima | Capitão |
| Jovelino Selva |
Valdovinos |
| Mario Simões* | Hemetério |
| Lise Tavares | Princesinha |
| Valdemar de Oliveira |
Diabo |
| * Estreantes no Teatro de Amadores de Pernambuco | |
FICHA
TÉCNICA:
Cenários:
Sandro Polloni ( 1º e 3º ato )
Valdemar de Oliveira 2º ato - confecção de J. Gonçalves
Guarda roupa:
Malharia Imperatriz e Madame Alonso do Rio de Janeiro.
Direção de iluminação: Alexandre Carvalho
Adereços: Madame Alonso do Rio de Janeiro
Cabeleiras: F. Assis do Rio de Janeiro
Eletricista: Aníbal Mota e Alexandre Carvalho
Maquinistas: José Barros e João Alves
Ponto: Abelardo Cavalcanti ( Coleguinha )
Contra regra: Francisco Miranda
Refletores: Jair Andrade do João Caetano do Rio de Janeiro.
Críticas e comentários:
Antônio Cadengue em seu trabalho sobre o Teatro de Amadores, procurando
descrever fatos, comentários e críticas sobre a peça
assim se manifesta:
"...a imprensa informa que o Teatro Santa Isabel, completamente lotado,
aplaudiu a "Ultima edição do diabo". E Luiz Beltrão
afirma que a montagem mereceu especiais cuidados, brindando a platéia
recifense com um "fino" espetáculo." Para o crítico,
no elenco destacam-se Lise Tavares, Walter de Oliveira e Valdemar de Oliveira,
seguidos de Alfredo de Oliveira. Porem o grande de sempenho foi de Lise: "
(...) melhor profissional não encarnaria a candura, a alegria, os primeiros
ímpetos de paixão, a graça da "Princesinha",
como fez Lise, que tem ainda, a ajudá-la um físico talhado para
o papel. Mantém-se em cena como se não fosse uma bacharela em
filosofia (...) e sim, uma candidata às glórias, incomensuráveis
do palco". E conclui sua crítica vaticinando - corrigidos os senões
- enorme êxito, como foram "A comédia do Coração"
e "A dama da madrugada". A peça escreve Luiz Teixeira, "é
a glória do Espírito sobre o diabo - ali exposto e vencido na
forma brutal do instinto", e discorda do título que a peça
recebera na tradução pois para o diabo, crê, não
existe edição definitiva. E continua em sua explanação:
Hermilo Borba Filho a considera uma boa peça, mas sem atingir a força
poética de "A dama da madrugada", pelo sentido satírico
que a envolve. E afirma sem exagerar que se pode dizer "que Casona foi
favorecido pelo carinho da montagem e pelos efeitos" . Os cenários,
para ele, são excelentes, sobretudo os do segundo ato, por nele encontrar
sugestões que avivam a imaginação do espectador, "convencendo-o
de que aquilo é Teatro, com elementos próprios da criação".
Só fez restrições às sombras que Walter não
conseguiu evitar: " Não deviam cair em coisas que se presumem
estar a quilômetros de distância". Os figurinos, bons, os
preferia "assexuados" - maneira de não se localizarem no
tempo. Quanto à interpretação, sua atenção
desloca-se para Adhelmar de Oliveira: (...) que mais se compenetrou do pensamento
poético do autor, dando-nos, realmente, um Rei como aquele das cartas
de baralho, fugindo do mundo de proporções reais para o mundo
da imaginação, apresentando-se como uma personagem criada e
não caricaturada ou copiada". Hermilo lamenta que uma realização
desse nível "deixe indiferente os homens que, no Recife, cuidam
das coisas da arte e das letras. E insiste:"O ideal seria que todos nós
déssemos a nossa opinião, pró ou contra, de acordo com
o gosto de cada um, aplaudindo ou fazendo restrições, mas que
déssemos nossa opinião. Essa indiferença mata porque,
afinal de contas, os rapazes do Teatro de Amadores precisam sentir que não
estão representando no deserto, mas numa cidade onde a arte já
tem um lugarzinho garantido."
Satisfeito com
sucesso alcançado Valdemar de Oliveira, em sua trincheira assim se
manifesta:
"A suspeição que eu tivesse de jurar, para abster-me de
falar sobre o extraordinário êxito de a "Ultima edição
do diabo", seria uma atitude de falsa modéstia ou vaidade, que
me repugna assumir. A que assumo é clara e positiva, intérprete
próprio e de companheiros: esse triunfo é a única resposta
que o Teatro de Amadores dá a seus inimigos".
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Walter,
Alfredo e Lise Tavares
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Valdemar
de Oliveira
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Valdemar,
Lise e Alfredo
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Lise
Tavares e Alfredo de Oliveira
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Mário
Barros e
Adhelmar |
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Antônio
Brito e
Otávio Rosa Borges |