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Maria de Lourdes de Oliveira |
Catarina |
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Vicentina Freitas do Amaral |
Jattefaux |
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Walter de Oliveira |
Coste |
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Alderico Costa |
Marrien |
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Adhelmar de Oliveira |
Leguerche |
FICHA
TÉCNICA:
Contra regra: Francisco Miranda
Ponto: Abelardo Cavalcanti ( Coleguinha )
Maquinista: José Barros
Eletricista: Aníbal Mota
Adereços: Francisco Miranda
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Curiosidade -
Este espetáculo comemorou a
centésima representação do TAP.
Críticas e comentários:
"O espetáculo atende ao projeto cultural do grupo, hoje capaz
de impor, ao público, a peça que quiser, sem fazer quaisquer
concessões...Ele tem preferência pela peças ligeiras e,
especialmente luxuosas; mas aos pouco, e alternadamente, impôs a ele
peças de maior relevo: é preciso educá-lo."
Entrevista de Valdemar de Oliveira ao repórter e transcrita por
Antônio Cadengue.
E disse mais:
"Não é possível começar do alto. Não
é possível ensinar um indivíduo a ler, dando-lhe "Os
Lusíadas" para começar. Ou ele inicia com o alfabeto ou
nunca aprende. Assim também é o público"
Resposta de Valdemar
de Oliveira, a um repórter, com relação a possíveis
concessões que o grupo fez, no passado.
Com relação a ter tido coragem de encenar uma peça
de autor alemão (estávamos saindo da Segunda Guerra com visíveis
feridas em nossa alma) ele respondeu:
"Em plena guerra, cantavam-se, nos Estados Unidos, as óperas wagnerianas
e, ainda há pouco, a temporada lírica do Municipal do Rio, inaugurava-se
com o "Tanhauser"...Depois é possível atentar na profunda
diferença que vai de uma alemão e um nazista. Erich Kleiber,
apoteosado no Rio e Thomas Mann, acolhido nas Américas - que são?
Todo nazista é um alemão, mas nem todo alemão é
um nazista (...) Georg Kaiser escreveu "Um dia de Outubro", na Argentina,
há vinte anos atrás, quando não se sonhava ainda com
o nacional-socialismo. Será que devemos fechar, também o rádio,
aos primeiros acorde de uma sonata de Beethoven ? E queimar, em praça
pública, os livros de Ghoethe e Schiller?". Nada mais foi perguntado,
pelo visto...