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Herci Lapa de Oliveira |
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Dina de Oliveira |
A peregrina |
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Denise Albuquerque |
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Geninha Sá |
Adélia |
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Eunice Catunda |
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Valdemar de Oliveira |
Avô |
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Otavio da Rosa Borges* |
Martinho |
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Elaine Cavalcanti Soares* |
Menina |
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Mário Fernando Alves de Melo* |
Menino |
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Maria da Gloria Carvalho* |
Angélica |
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Vicentina Freitas do Amaral |
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Bebé Fernandes Salazar* |
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Walter de Oliveira |
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Alfredo de Oliveira |
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Alderico Costa |
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Jovelino Selva* |
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| * Estreantes no Teatro de Amadores de Pernambuco | |
FICHA
TÉCNICA:
Figurinos:
Pintor Matos Siqueira (Baseados em fotos enviados pelo autor)
Cenários:
Pintor Matos Siqueira de acordo com fotos enviados pelo autor
Partituras Musicais:
Enviadas pelo autor, com exceção de uma, de composição
do Maestro Felipe Caparrós.
A peça volta ao cartaz em abril de 1951 e faz
temporada no Teatro de Santa Isabel, antes de viajar em excursão a
Salvador.
Críticas e comentários:
"Essa formosa peça que o Teatro de Amadores acaba de levar - A
dama da madrugada - é qualquer coisa de revolucionário, não
somente do ponto de vista das idéias como na maneira de criar-lhes
uma relação sensível. Custa-se crer que fora do acervo
imenso de tantas situações já examinadas em todos os
sentidos, ainda exista um autor que vá descobrir um assunto inteiramente
novo e de tão absoluta veracidade, realizando uma peça que se
inclui na categoria daquelas raríssimas, das quais dizia o "expert"
Sarcey que a gente vê e não esquece mais. Mas não somente
na novidade do entrecho está a vitória desse grande escritor
que é Alejandro Casona. Suas figuras têm uma morfologia especial
- diferentes mesmo dos tipos espanhóis que conhecemos, através
das centenas de peças e romances com que temos travado relações.
Peça melancólica que talvez não agrade aos espíritos
levianos ou indiferentes, ela se impõe, todavia, logo aos primeiros
contatos pelo seu conteúdo, talhado em bronze e em pedra. Apesar do
seu diálogo por vezes estático, apesar do seu localismo absoluto
(a ação decorre mesmo numa vaga aldeia asturiana) a peça
de Casona comove e arrebata. E a apresentação que faz o Teatro
de Amadores superou a tudo quanto se poderia imaginar. Pode-se dizer, sem
exagero, que entre as peças apresentadas por esse grupo, sempre tão
cuidadas, esta de agora merece a glória de ser a primeira...
LUCILO VAREJÃO em outubro de 1945, no Jornal do Commercio
"Mereceu a melhor atenção do Teatro de Amadores a montagem
da peça de Alexandro Casona. Cenário único e de ótimo
efeito.Guarda-roupa característico. "A dama da madrugada"
- bonito espetáculo para os que ainda podem dar à poesia a recompensa
dum sorriso, ou melhor, duma lágrima".
LUIZ TEIXEIRA
"...Nós
que tivemos a grande oportunidade de assistir à representação
do Teatro de Amadores de Pernambuco da sutilíssima peça que
o poeta Casona escreveu e Valdemar de Oliveira traduziu para o vernáculo.
Aqui repito o que afirmei em telegrama: "Ainda estou a sentir "como
uma pedrada nos olhos", a estranha, a diferente, a inefabilíssima
comoção que me foi assistir à "A dama da madrugada"
. E sou inteiramente solidário com o meu brilhante amigo Lucilo Varejão,
quando diz " seria interessante que esse grande Casona, que está
na Argentina, pudesse vir até aqui", - para ver a notável
revelação que de sua peça nos fez, há dias, no
Santa Isabel, o benemérito elenco dos "Amadores". De uma
coisa estou inteirado: a homogeneidade do vitorioso conjunto teatral pernambucano.
Sombra dinâmica e animadora do seu ilustre diretor, a emulação
do grupo é fato que conforta e desperta entusiasmos. Cada espetáculo
é nova sementeira de triunfos, e arrancada melhor para o mais alto
e o mais perfeito. Daí a dificuldade de se poder assinalar, entre os
elementos principais do elenco, aqueles de mais brilho ou projeção,
pois todos, ou quase todos, se projetam com luz própria e magnificente.
Bem haja, pois, a inteligência e o virtuosismo desse punhado de sonhadores,
mas de sonhadores da Beleza, sem snobismos farfalhantes nem requintes pedantescos!
"A Dama da Madrugada" é peça de que, para se falar
bem e certo, só se voltando a ver, pois a surpresa da primeira nos
aturde, esmagadoramente...Não se perde uma só palavra do seu
diálogo. Cada palavra é uma sugestão de parábola,
cada frase - um poema de mistério, alegórico, ao derredor da
Noite, das Águas, do Amor e da Morte..."
Poeta Austro Costa
O sucesso, a admiração do público,
as críticas , os comentários chegaram ao conhecimento do autor.
É dele a correspondência que Valdemar de Oliveira recebeu e traduziu,
hoje fazendo parte do acervo do TAP.
"Tudo
isso revela tanto fervor artístico, tão minucioso trabalho,
tão inteligente compreensão da obra, e tanto amor posto a seu
serviço, que só posso corresponder, dizendo-lhe: "obrigado,
de coração, a todos vocês ! Obrigado por minha obra e
obrigado pela generosidade de seu esforço em bem da arte cênica.!
Que uma obra minha seja sublinhada como expressão legítima da
alma popular da verdadeira Espanha, representa a maior honra a que eu poderia
aspirar. Que glória maior para um artista do que essa de ver seu nome
unido à dor e ao destino de seu povo."
Alejandro Casona
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Parte
do elenco
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Diná
com
Maria da Glória |
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Mário
Fernando, Diná e
Elaine Soares |
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Valdemar
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Mário
Fernando, Valdemar e
Elaine Soares |
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Parte
do elenco
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