






A peça,
se chamava originalmente de "Jazz", pois tinha um quinto ato que
se passava num cabaré de Montmartre ao som de uma música executada
em saxofone, durante os diálogos e que foi suprimida pelo autor. Tinha
lá suas razões pois o espetáculo original chegava às
madrugadas. Valdemar de Oliveira, responsável pela tradução
passou a chamá-la de"O homem que não viveu" e descreve:"
A peça mostra o desespero de um sábio, novo Fausto, que subitamente
verifica a vaidade da ciência, a impossibilidade de um amor tardio,
uma vez que, como o outro, no conseguiu o miraculoso rejuvenescimento. Há,
em Jazz, uma mistura inteligentíssima de realidade e de ficção
poética, que é sem dúvida, o seu principal encanto.".
Apresenta a história de um professor que se dedica ao estudo e à
pesquisa de um papiro grego. Posteriormente, se confirma que o referido papiro
é falso. O professor, evidentemente, constrangido com a situação
cai em profundo desanimo. Uma visita inesperada, que é a sua própria
consciência, representada por um jovem rapaz, procura alterar sua vida
e passa a incitá-lo a recuperar o tempo perdido. Apaixona-se por uma
aluna com quem se casa. Tudo leva à dedução que a aluno
se casa mais por piedade. Em pouco tempo o abandona por um colega que a convence
de ter tomado um caminho errado. Novamente vendo-se sozinho, volta a receber
a visita do jovem que o impulsiona a procurar nova vida, novos horizontes,
mesmo carregando o drama de ter sido enganado. Resiste aos apelos do "jovem"
e volta aos livros. A "consciência" sentindo-se derrotada
em seus argumentos, em sua luta, termina abatendo-o com um tiro.
Elenco:
| Walter de Oliveira | Deão da Faculdade |
| Antônio Brito Miguel | Barricault |
| Vicentina Freitas do Amaral | Melânia |
| Hermilo Borba Filho | João Blaise |
| Maria de Lourdes de Oliveira | Cecília |
| Alderico Costa | Stepanovitch |
| Valdemar de Oliveira | Jovem |

