






O Teatro
de Amadores de Pernambuco oferece ao seu grande público três
peças de um ato. Um espetáculo de enorme responsabilidade, principalmente
depois do enorme sucesso com "A comédia do Coração".
Todas tiveram a direção de Valdemar de Oliveira, que lutou com
grande dificuldade para atender todas as exigências técnicas
(interpretação-guarda-roupa-cenários). Drama simples
de um casal, beirando trinta anos de casados, que deseja se separar, sem razões
profundas e desiste, depois que a filha, traída pelo esposo, não
se conforma e pretende se divorciar
Elenco:
| Alfredo de Oliveira | Mordomo |
| Valdemar de Oliveira | Felipe Desgardes |
| Diná de Oliveira | Nanette Desgardes |
| Geninha Sá | Simone |
| Walter de Oliveira | Vorois |
Cenários:
Mario Nunes
Contra RegrA: Francisco Miranda
Maquinista: João Alves
Eletricista: Aníbal Mota
Auxiliar de eletricista: Aluísio Pereira de Santana
Curiosidade:
Primeira representação sem a utilização do "Ponto".
Alguns trechos de Críticas:
Hermilo Borba Filho no Jornal do Commercio de 13 de maio de 1945,
com relação a importantes inovações que o TAP
trouxe aos seus espetáculos:
"Ilustração musical antes de abrir o pano para as apresentações
e a retirada do "ponto". A cena ficou livre daquela "caixa"
que já se tornou bastante conhecida, ganhou em veracidade, em perspectiva,
fugindo ao convencional, dando mesmo uma sensação agradável
de evolução que não é outro o papel desse grupo
de amadores".
Luiz Teixeira:
"Escrevendo para um grande público Henri Bordeaux deu-nos,
entretanto, uma boa peça, muito humana. Muito cotidiana, que nas mãos
de um Armando Gonzaga qualquer seria transformada numa autêntica chanchada".