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Terra
Adorada
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Dimenstein, José de Aguiar,
Romulo Paiva, Paulo Bezerra, Iracema e Moacyr Diniz, Maria Celeste, Maria do
Carmo Cavalcanti, Dunalva Tavares de Morais, Antônio C. de Almeida e Terezinha
Fonseca. Os cenários foram pintados por Alvaro Amorim e Mário Nunes. Sucesso
muito além do esperado, ensejou o autor a uma nova investida.
O
segundo espetáculo infantil foi "Terra Adorada", também de autoria de Valdemar
de Oliveira. Sua estréia se deu no Teatro Santa Isabel, vesperal, em homenagem
aos Interventores do Nordeste, que participavam de reunião, no Recife, e que
estavam sendo homenageados pelo também Interventor Agamenon Magalhães, na sede
do Palácio do Governo. Após o almoço, todos se dirigiram para o Teatro Santa
Isabel, onde tiveram a oportunidade de apreciar e aplaudir algo inédito em seus
próprios domínios. A repercussão foi
das maiores tendo, o Interventor Agamenon Magalhães, em editorial da Folha da
Manhã e transmitido pelo Radio Clube de Pernambuco, assim se pronunciado: "Recife,
com o theatro Infantil de Valdemar de Oliveira, tem tido horas de emoções delicadas,
horas de emoção altas. A sua peça "Terra Adorada", é um primor de arte. Arte
que fixa a inquietação da creança no século XX, dando realidade ao sonho de
menino, em quem o Zeppelin despertou a curiosidade de conhecer o mundo. A imaginação
infantil desdobra-se, então em maravilhas de scenas através dos paizes da Europa
e do Oriente, surpreendendo a
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Segunda
peça do Teatro Infantil - Terra Adorada
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atitude ingênua das creanças,
que representam com travessura e inteligencia" (sic). Continuando, afirma: "Valdemar
de Oliveira está de parabéns. Só ele, com aquella sensibilidade e aquella riqueza
de ideação, poderia fazer obra igual. Só ele com aquella brandura e aquellas
virtudes de eleição, seria capaz de escolher 21 creanças, para viver, como viveram,
o seu papel com tanta disciplina e tanto espírito. Não sei de acontecimento
mais original, nem mais edificante, nos annaes do theatro brasileiro".(sic)
O elenco foi constituído de:
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Terra
Adorada no Japão
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Luizinha
e Amparo de Oliveira, filhas de Luíza de Oliveira do Grupo Gente Nossa, Reinaldo
e Fernando de Oliveira, Nair e Elza Rotman, Lygia Reis, Terezinha Oliveira,
Walter e Anita
A terceira peça infantil, também de sua autoria, foi "Em marcha Brasil", que
o autor denominava "Revista cívico-escolar". E tinha razão, facilmente comprovada
pelos quadros apresentados: “1º Quadro - Higiene matinal; 2º Quadro - O café;
- 3º Quadro - Lição de leitura; 4º Quadro - Lição musical; 5º Quadro - Lição
de Ciências Físicas e Naturais; 6º Quadro - Chuvas de bolas; 7º - O recreio;
8º - Lição de Aritmética; 9º Quadro - Lição de Historia Natural (Bailado); 10º
Quadro – Descobrimento do Brasil; 11º Quadro - Primeira missa do Brasil; 12º
Quadro - Batalha dos Guararapes; 13º Quadro - O Grito do Ipiranga; 14º - A batalha
do Riachuelo; 15º Quadro - Proclamação da República; 16º Quadro - Os 18 de Copacabana;
19º Apoteose Final”. Um simples passeio, pela idéia do autor, nos leva a compreender
o sentido altamente didático do espetáculo, aliado ao aspecto patriótico, que
a época imprimia a todas as manifestações que envolvessem nossa mocidade. O
espetáculo contou com a participação
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Aula
de Matemática
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de uma patrulha e uma Banda
de Clarins da Associação Pernambucana dos Escoteiros. Impressionante como Valdemar
de Oliveira conseguia unir os principais pintores da época, destacando-se as
reproduções em telas de Baltazar da Câmara, Mário Nunes, Álvaro Amorim e Carlos
Amorim, cada um procurando transpor para o palco sua técnica, sua habilidade,
com o pincel, em telas que engrandeciam o espetáculo pelo maravilhoso colorido
que emprestavam aos cenários, constantemente mudados em mais de 17 quadros.
A parte coreográfica do espetáculo recebeu tratamento especial no 9º quadro
(Lição de História
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Aula
de Botânica
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Natural
totalmente dançado, sob supervisão de Lídia Morel e Raul Celada. O espetáculo
teve como Diretor de Cena Walter de Oliveira, Ponto Abelardo Cavalcanti, Contra-Regra
Francisco Miranda, Maquinistas José Barros e João Alves, Eletricista Anibal
Mota. Um nome que está diretamente ligado ao trabalho de Valdemar de Oliveira
era é a sua colaboradora e amiga Maria do Carmo Regueira Costa. Conhecia, como
poucos, todas as músicas e, durante muitos anos, era a "memória" viva do Teatro
Infantil, quando necessitávamos de recordar o nome de algum elemento ou de alguma
música. Na direção geral e na regência da grande orquestra, o próprio Valdemar
de Oliveira, considerado pela crítica carioca como "Um batuta na batuta", quando
pelo sul passou acompanhando a montagem de sua opereta "Madrinha dos Cadetes",
no Teatro São Caetano.