



JÚLIO DANTAS
(1876-1962)
Júlio Dantas nasceu em Lagoa, Portugal, em 19 de maio de 1876. Médico
do Exército, em 1913 tornou-se sócio da Academia de Ciências
de Lisboa, entidade que presidiu por mais de 25 anos. Foi também
deputado e exerceu outros cargos no governo. Colaborador dos jornais mais
importantes de Portugal, escreveu ainda no Correio da Manhã, no
Rio de Janeiro, e em La Nación, de Buenos Aires. Durante décadas,
foi um dos autores portugueses mais apreciados no estrangeiro. Em Portugal
e no Brasil, Júlio Dantas ficou mais conhecido por seu teatro voltado
para o amor elegante e o heroísmo aristocrático. A meio caminho
entre o romantismo e o parnasianismo, seus poemas foram enfeixados em Nada
(1896) e Sonetos (1916). O interesse pelo amor elegante levou-o a estudos
como O amor em Portugal no século XVIII (1915). A procura do passado
heróico rendeu Pátria portuguesa (1914) e Marcha triunfal
(1954). Foi na dramaturgia, porém, que alcançou grande sucesso:
em A severa (1901) baseou-se o primeiro filme português sonoro, de
Leitão de Barros, e "A ceia dos cardeais" escrita em 1902
tem longa história nos palcos. Escreveu ainda Paços de Veiros
(1903) e O reposteiro verde (1912).
Júlio Dantas morreu em Lisboa, em 25 de maio de 1962.
Dele o Teatro de Amadores
de Pernambuco, encenou "A CEIA DOS CARDEAIS", com direção
de Walter de Oliveira, levada à cena no dia 23 de maio de 1977. Registre-se,
pelo que de alto sentido sentimental e histórico tem, na vida do
Teatro de Amadores de Pernambuco, o fato de essa peça ter sido o
último pedido, feito por Valdemar de Oliveira, ao irmão, antes
de sua morte, ocorrida no dia 18 de abril de 1977. Foi representada sob
clima de grande emoção, data em que o "Nosso Teatro"
passou a se chamar Teatro Valdemar de Oliveira. Completando o espetáculo,
assistido, pela alta sociedade da cidade do Recife, a peça de Millôr
Fernandes "Do TAMANHO DO OUTRO".

